Bruna e o pai da criança, Michael Levitt, não estão juntos, e compartilhavam a guarda de Michael Leavitt Junior, que tem cidadania americana. Após a prisão, o filho está com o pai e não tem contato com a mãe, diz o advogado. Pomerleau explicou que Bruna está detida na Louisiana, no sul dos EUA, a mais de 2 mil km de casa em New Hampshire, no norte do país. Ela aguarda o julgamento que pode levar à deportação. Segundo ele, a brasileira também está sem contato com a mãe, que mora no país, e com quem tem se comunicado via telefone. Outro lado: Em entrevista à rádio WBUR, Michael Leavitt disse que a única preocupação dele é a segurança e o bem-estar do menino. Já a porta-voz Karoline Leavitt e a Casa Branca não comentaram o caso. O advogado afirmou ao g1 que Bruna tem status legal nos Estados Unidos por meio do programa Ação Diferida para Chegadas na Infância — ou “DACA”, na sigla em inglês. Apesar disso, o ICE comenta que ela estava com visto de turista expirado desde 1999. Segundo o advogado, o fato de ter um filho menor de idade que nasceu nos EUA, deveria ajudar no processo. “Ela está nos EUA há 27 anos, tem família com green card (a mãe) e filho cidadão, o que aumenta o impacto se houver separação (causada pela iminente deportação)”, diz Pormeleau. “Bruna possui diferentes caminhos para o green card e seu caminho atual é o mais direto, embora tenha levado muito tempo para chegar até aqui”, continua. Bruna com o filho, Michael Leavitt Junior — Foto: Arquivo Pessoal O advogado considerou a prisão de Bruna como “desnecessária e injustificável”. No entanto, um porta-voz do ICE disse em nota que ela tem antecedentes criminais, incluindo uma prisão por agressão — informação contestada por Pomerleau. O advogado também ressaltou que diferentes agências processam formulários de imigração, e que o caso de Bruna estava próximo do fim – mas sua detenção deve interromper o processo. No caso dela, o processo que pode correr mais rápido é o de deportação, “já que o governo paga por isso”, disse Pomerleau. Segundo ele, o governo americano opta pode deixar os detentos o menor tempo possível nas prisões para imigrantes, a fim de que se gaste menos com eles. “Ela poderia obter o green card em quatro a seis meses e depois pedir cidadania, além de poder renovar o DACA, embora isso não resulte em green card”, afirma. Ele destacou ainda que ela estava com “aproximadamente 75% do processo encaminhado, com toda a papelada enviada, aguardando perguntas e aprovação”, que agora podem não acontecer. O julgamento para a deportação de Bruna ainda não tem data para acontecer. Karoline Leavitt foi nomeada secretária de imprensa da Casa Branca em janeiro e atua como porta-voz do presidente Donald Trump. Tradicionalmente, o titular do cargo concede entrevistas diárias a repórteres que cobrem o governo, comenta temas específicos e detalha a agenda presidencial. O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres, enquanto a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, está ao lado dele, enquanto ele parte para viajar para a Pensilvânia, do gramado sul da Casa Branca em Washington — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
