🔎 Em 2024, o IBGE deixou de usar “aglomerados subnormais” e passou a adotar “favelas e comunidades urbanas”. A mudança, debatida com movimentos sociais, academia e órgãos públicos, retomou o termo “favela” usado desde 1950 e incorporou “comunidades urbanas”. Segundo o instituto, os critérios de identificação e mapeamento não mudaram — apenas o nome e a forma de apresentá-los. Entenda mais no final da reportagem. Eram quase 17 mil (16.728) pessoas vivendo em comunidades em Juiz de Fora em 2022. Esse número representa 3,1% da população da cidade registrada pelo mesmo levantamento do instituto. No total, são 5.869 domicílios em favelas e comunidades de Juiz de Fora divididos entre: 5.515 (94%) casas180 (3%) apartamentos135 (2,3%) habitações em casa de cômodos ou cortiço34 (0,6%) casas de vila ou em condomínio5 (0,1%) estruturas residenciais permanentes degradadas ou inacabadas Confira quais são as 37 favelas e comunidades urbanas em Juiz de Fora: Favelas e comunidades em Juiz de Fora em 2022 Alto Adolfo Vireque/Baixo Adolfo Vireque Margem do Ribeirão Marmelos – Vila São José Rua Jandira Límpio Pinheiro- Lado impar Vila Bejani Alto Dom Bosco Milho Branco Rua Joaquim Guedes Vila Fortaleza – Grota Funda Alto Jardim Casa Blanca e Baixo Jardim Casa Blanca Morro dos Cabritos Rua Jose Inacio – Leito da Leopoldina II Vila Paraíso Baixo Dom Bosco Niterói- antiga Rua A. Guedes Rua Orlanda Fortini Arcuri e entorno Vila Santa Terezinha Favela do Rato Ocupação do Borboleta Sem Terra Rua Walquírio Seixas de Faria Vila Santo Antônio II Favelinha da FACIT – Baixo e Alto Ponte Nova Terra Nostra Vila São Cristovão Grota dos Puris Remonta – Juiz de Fora (MG) Travessa Borboleta Vila Um e Vila Barroso Jardim Cachoeira e Fazenda Santa Candida Rua Augusto Vicente Vieira – Alto Tres Moinhos Travessa Grão-Mogol – Jardim da Lua Rua Coronel Quintão Três Moinhos – Leito da Leopoldina I Rua Felipe José Vila Alpina – Coleta de lixo, saneamento e abastecimento de água Dos quase 6 mil domicílios em favelas e comunidades de Juiz de Fora 98,4% têm coleta de lixo. O restante é queimado ou enterrado na propriedade, jogado em terreno baldio, encosta ou área pública ou tem outro destino. Além disso, 93% dos domicílios tinham acesso a esgoto e saneamento, com rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede do Município. Veja: 5.458 (93%) dos domicílios têm rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede26 (0,44%) contam com fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede22 (0,37%) têm com fossa rudimentar ou buraco9 (0,15%) contam com vala337 (5,74%) têm esgotamento sanitário em rio, lago ou córrego13 (0,22%) contam com outra forma de esgotamento sanitário4 (0,07%) não tinham banheiro nem sanitário Já a principal forma de abastecimento de água para 98,7% já era de canalizada até dentro da casa, apartamento ou habitação. Outros 0,7% tinham água canalizada, mas apenas no terreno. E apenas 0,6% dos domicílios viviam sem água canalizada. Pavimentação, acessibilidade e arborização A maioria (93,6%) dos domicílios em favelas e comunidades em Juiz de Fora estão em vias pavimentadas, de acordo com os dados do IBGE. Mas, apenas 25% têm arborização no domicílio ou entorno. Além disso, 73,25% dessas residências têm calçadas ou passeios. Dentre os locais com calçadas e passeios, quase não existe acessibilidade: 70% têm obstáculos e apenas 0,3% têm rampas para cadeirantes. Educação, saúde e religião Das 37 comunidade urbanas em Juiz de Fora, em 2022, 21 tinham estabelecimentos religiosos. Ao todo, eram 45 locais religiosos distribuídos entre Jardim Cachoeira e Fazenda Santa Candida (2), Milho Branco (5), Vila Fortaleza (1), Terra Nostra (1), Alto Dom Bosco (2), Vila Santa Terezinha (1), Ponte Nova (1), Favela do Rato (1), Alto Jardim Casa Blanca e Baixo Jardim Casa Blanca (3), Ocupação do Borboleta Sem Terra (5), Grota dos Puris (1), Alto Adolfo Vireque e Baixo Adolfo Vireque (4), Leito da Leopoldina I (1), Rua José Inácio (1), Margem do Ribeirão Marmelos (2), Niterói (1), Rua Felipe José (1), Rua Jandira Límpio Pinheiro (1), Rua Joaquim Guedes (3), Vila Alpina (7) e Jardim da Lua (1). Além disso, apenas duas localidades tinham um estabelecimentos de ensino cada uma: Ocupação do Borboleta Sem Terra e Três Moinhos. E também apenas duas comunidades tinham algum tipo de estabelecimento de saúde: Alto Dom Bosco e Jardim da Lua. Como o IBGE define o que é favela e comunidade urbana Morro do Esplanada, em Juiz de Fora — Foto: TV Integração/Reprodução Para o IBGE, favelas e comunidades urbanas são territórios populares formados por iniciativas autônomas da população para garantir moradia e serviços diante da insuficiência do poder público e da iniciativa privada. Esses espaços revelam a desigualdade socioespacial do país, marcada pela falta de infraestrutura, serviços e proteção ambiental, além da insegurança jurídica da posse, que aprofunda vulnerabilidades e dificulta a garantia do direito à moradia. ASSISTA: Edital para licitação do transporte público em Juiz de Fora é publicado Edital para licitação do transporte público em Juiz de Fora é publicado VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes
