Comunidade evangélica lamenta morte de pastor e família a facadas em Juiz de Fora; filho confessou o crime

Comunidade evangélica lamenta morte de pastor e família a facadas em Juiz de Fora; filho confessou o crime

Os nomes das outras vítimas não serão divulgados, a princípio, a pedido de amigos da família que estavam na Delegacia de Polícia Civil nesta manhã. Nas redes sociais, o presidente do Conselho de Pastores de Juiz de Fora, Pr. Célio Neto, manifestou pesar pela perda do colega de ministério e seus familiares. Em publicação oficial, ele destacou o legado da vítima e pediu orações pela restauração e consolo das congregações afetadas. “Deixo aqui minhas condolências para todos os familiares por essa perda, essa tragédia, e também para toda comunidade cristã de Juiz de fora. Que Deus possa trazer consolo e paz aos integrantes da família depois dessa tragédia que aconteceu no nosso meio”, disse o presidente. Vídeo mostra momento em que homem ataca irmã em Juiz de Fora Outras igrejas da cidade também utilizaram as redes sociais para prestar homenagens. A Assembleia de Deus Ministério Jeová Nissi emitiu uma nota de pesar: Assembléia de Deus Ministério Jeová Nissi emitiu uma nota de pesar sobre a morte do pastor — Foto: Redes Sociais O idoso era pastor aposentado da Igreja do Nazareno do Bairro Santa Cecília e também trabalhava como marceneiro. Ele estava em tratamento contra um câncer de próstata. Em nota, a Igreja do Nazareno em Juiz de Fora, por meio dos pastores Renato Siqueira e Silvia Helena, manifestou pesar e consternação pela “perda de quatro adultos e uma criança, membros de uma família pastoral, vítimas de uma fatalidade que enluta não apenas seus familiares e amigos, mas toda a Igreja de Cristo”. “Cremos que, mesmo diante do silêncio da dor, o Senhor continua soberano, presente e fiel. Nossa esperança está na promessa da vida eterna e no reencontro glorioso em Cristo Jesus. Nos solidarizamos com os familiares, amigos e irmãos na fé, reafirmando nosso amor, apoio e intercessão contínua”. O sepultamento da família está previsto para a manhã de quinta-feira (8), no cemitério Parque da Saudade. Câmera de monitoramento registrou homem atacar a própria irmã As vítimas foram mortas a facadas em um conjunto de casas onde moravam juntas no mesmo terreno, na Rua Rita Monteiro, e encontradas por um irmão do suspeito no momento em que ele saía para trabalhar, no início da manhã. São elas: Pai, de 74 anos, pastor de igreja aposentado, em tratamento contra câncer de próstata;Madrasta, de 63 anos;Irmãs, de 44 e 47 anos;Sobrinho, de 5 anos. À TV Integração, o tenente-coronel da PM, Flávio Tafúri, disse que o homem esperou uma das irmãs sair no portão e a atacou. Uma câmera de monitoramento registrou o momento. Veja no vídeo acima. “Ele atacou a primeira, depois a segunda; em seguida, matou a mãe [madrasta], foi no quarto, matou o pai de 74, subiu até na parte de cima da casa e também efetuou as facadas contra a criança de cinco anos”, disse. Homem mata pai, madrasta, irmãs e sobrinho em Juiz de Fora — Foto: Gabriel Landim/TV Integração Homem foi preso e confessou o crime Vídeo mostra prisão de homem que matou o pai, a madrasta, duas irmãs e o sobrinho em JF O homem foi preso no apartamento onde mora, no Bairro Santa Terezinha, e confessou o crime. Ele limpava roupas sujas de sangue no momento da abordagem. Ainda segundo a PM, familiares relataram que o homem apresentou mudanças de humor e enfrentava um possível transtorno nos últimos meses. “Segundo o relato dos irmãos, ele passava por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”, acrescentou o tenente-coronel Flávio Tafúri. A Polícia Civil explicou que apesar dos relatos, não há um laudo médico que confirme o diagnóstico ou especifique qual seria o transtorno psicológico do homem e que o pedido de exame deve ser solicitado à Justiça pela defesa do acusado. De acordo com a corporação, o homem ainda não tem advogado. Polícia Civil vai investigar caso A motivação da chacina ainda está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora. A perícia da Polícia Civil esteve no local e os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML). Em entrevista ao g1, a delegada Camila Miller, responsável pela investigação do caso, disse que duas pessoas prestaram depoimento, mas que o procedimento ainda não foi entregue formalmente. VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

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