O incêndio ocorreu em 15 de outubro de 2025, no apartamento da família, no 13º andar do prédio. Após conseguir salvar o primo, de 4 anos, e ajudar no resgate da mãe, Sueli, Juliane ficou presa do lado de fora do imóvel, sobre o suporte de um ar-condicionado. Ela afirmou que um dos bombeiros apareceu pela janela do andar de cima e a puxou de volta para dentro do apartamento em chamas. “Um dos bombeiros me pegou pelos braços e me puxou. Eu implorei para não ser retirada pelo fogo, mas ele tomou a decisão”, relatou. De acordo com Juliane, o socorrista tentou protegê-la com uma coberta durante a travessia pelo corredor em chamas, mas, no trajeto, ela caiu. “Ele [bombeiro] pisou na minha coberta e eu caí no meio do fogo. Fiquei de joelho no fogo”, afirmou. A advogada disse que acreditava que conseguiria ser retirada por outro ponto, sem precisar atravessar o corredor em chamas, e que esperava sair sem ferimentos graves. “Tinha outras formas de resgate. Eu pensei que seria salva inteira”, contou. Durante o resgate, o sargento Edemar de Souza Migliorini sofreu queimaduras de terceiro grau. ficou cinco dias internado. “Fizeram tudo conforme o protocolo. A gente não sabia quanto tempo que aquela estrutura que ela estava de ar-condicionado, ela ia aguentar. A gente não sabia qual que era a condição de saúde que ela estava. Ela podia ter inalado muita fumaça, ela podia ter algum tipo de desmaio e cair daquela estrutura e ter consequências fatais. Então a gente tomou essa decisão para que ela fosse então resgatada. o mais rápido possível para sair da edificação. Nossos bombeiros fizeram tudo o que eles puderam para salvar a vida dela”, diz a Capitã Lusiana Guimarães, porta-voz do Corpo de Bombeiros/PR. Advogada relembra como saiu de apartamento após incêndio — Foto: Reprodução/TV Globo O acidente O incêndio aconteceu em 15 de outubro de 2025, em um apartamento no 13º andar de um prédio em Cascavel, no Paraná. O fogo começou na cozinha e se espalhou rapidamente pelo imóvel onde estavam a advogada Juliane, a mãe dela, Sueli, e o primo, Pietro, de 4 anos. Com a porta principal trancada e sem rota de fuga, Juliane saiu pela janela e se apoiou em um suporte de ar-condicionado. Primeiro, conseguiu colocar o primo em segurança no apartamento de baixo. Depois, com ajuda de pessoas que estavam na rua, a mãe também foi resgatada. Juliane acabou sendo retirada pelos bombeiros por dentro do apartamento em chamas. Durante o resgate, um dos bombeiros sofreu queimaduras de terceiro grau. A advogada teve mais de 60% do corpo queimado e foi levada em estado gravíssimo para o hospital. Juliane passou por quase 20 procedimentos cirúrgicos, incluindo enxertos, transplante de pele e raspagem. Ela ficou mais de um mês em coma induzido, mas com apoio da equipe médica, passou a se recuperar. Juliane Veiga dá primeira entrevista após alta. — Foto: Reprodução Veja a reportagem completa no vídeo abaixo: Entrevista: advogada se equilibrou entre a vida e a morte para salvar a mãe e o primo Ouça os podcasts do Fantástico O podcast Isso É Fantástico está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts, trazendo grandes reportagens, investigações e histórias fascinantes em podcast com o selo de jornalismo do Fantástico: profundidade, contexto e informação. Siga, curta ou assine o Isso É Fantástico no seu tocador de podcasts favorito. Todo domingo tem um episódio novo. O podcast ‘Prazer, Renata’ está disponível no g1 e nos principais aplicativos de podcasts. Siga, assine e curta o ‘Prazer, Renata’ na sua plataforma preferida.
‘O bombeiro pisou na minha coberta e eu caí no meio do fogo’: advogada revela como foi resgate de apartamento em chamas
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