Em um discurso, a cantora disse que ninguém constrói nada sozinho e fez um alerta sobre as ilusões criadas pelas redes sociais. “Quero falar uma coisa pra vocês. Nessa vida, a gente não faz nada sozinho. Nada. Ledo engano você se deixar conduzir pelo que você vê no Instagram, pelas capas de revista. […] Felicidade sempre ‘tá’ na relação da gente com alguém, nunca está somente com a gente. Felicidade a gente só consegue enxergar com os olhos do coração, só com fé”, disse. A artista também agradeceu à equipe que a acompanha há muitos anos e que, segundo ela, se tornou uma família. Além disso, ela ressaltou a importância de valorizar o presente e as pessoas ao redor. “A vida da gente é sobre encontrar gente. Amanhã a gente não sabe nem se vai existir, tudo o que a gente tem está aqui agora nesse momento”, declarou. Claudia Leitte manda recado em show no Festival Virada Salvador — Foto: Reprodução/Redes Sociais Ao encerrar o discurso, a cantora deixou uma mensagem para 2026, desejando sentimentos positivos para si e para os fãs. “Quando for ruim, faça que nem eu, diga assim ‘lá ele’ e caminhe porque a vida vai se encarregar de fazer o que tem que fazer, você só precisa amar. […] Eu desejo muito amor a 2026, desejo que vocês sejam felizes, que vocês amem. Eu declaro que hoje, aqui, agora, a gente vai ter paz, saúde, alegria, amor e o resto que se lasque”, finalizou a artista. Além de Claudia Leitte, o segundo dia do evento contou com os shows de Edson Gomes, Simone Mendes, Pablo e Tony Salles. Também tiveram atrações no palco alternativo Brisas, como AfroCidade, Ju Moraes e Sambaiana e BenzaDeus. MP pede R$ 2 milhões de Claudia Leitte por intolerância religiosa Claudia Leitte substitiu o verso que faz referência à orixá Iemanjá por uma menção a Yeshua, nome em hebraico associado a Jesus Cristo Conforme documento obtido pelo g1, a ação é resultado de um inquérito civil instaurado para apurar a alteração da letra da música “Caranguejo”. Segundo a o órgão, Claudia Leitte teria substituído o verso que faz referência à orixá Iemanjá por uma menção a Yeshua, nome em hebraico associado a Jesus Cristo. O caso chegou ao Ministério Público após representação formal feita por lideranças religiosas de matriz africana e por entidades de defesa da liberdade religiosa, que apontaram a mudança como um ato de intolerância e desrespeito ao patrimônio cultural afro-brasileiro. Para o MP, a alteração descontextualiza a obra original e promove o apagamento simbólico de referências religiosas historicamente marginalizadas. Na ação, protocolada no dia 2 de dezembro, o órgão sustenta que, embora a cantora tenha o direito de professar sua fé, a modificação reiterada de uma obra associada à cultura afro-baiana extrapola a liberdade artística e configura discriminação religiosa, sobretudo por se tratar de uma artista de grande visibilidade nacional. O Ministério Público também destaca que a conduta teria continuado mesmo após a ampla repercussão negativa e a abertura do procedimento investigatório. Durante o inquérito civil, o MP-BA promoveu uma audiência pública com a participação de lideranças religiosas, juristas, especialistas e representantes da sociedade civil, que relataram impactos simbólicos da supressão de referências às religiões de matriz africana em manifestações culturais populares. O órgão afirma que os depoimentos reforçaram o caráter coletivo do dano e a necessidade de uma resposta institucional. Além da indenização de R$ 2 milhões, o Ministério Público pede que a Justiça reconheça a prática de dano moral coletivo e determine medidas para coibir novas condutas consideradas discriminatórias. O g1 entrou em contato com a assessoria de comunicação de Claudia Leitte, mas não obteve retorno. Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
